segunda-feira, 10 de março de 2014

O planeta Terra e a constante degradação do meio ambiente

A trajetória do desenvolvimento humano tem como consequência um rastro de destruição pelo uso exacerbado dos recursos naturais e as mudanças desordenadas ao meio ambiente.
Nos últimos séculos, principalmente a partir da Revolução industrial, intensificou-se sobremaneira o desmatamento das florestas ocasionado zonas desérticas ou em processos de desertificação, diminuição de mananciais de águas. Para suprir as indústrias, passou-se a extrair matéria prima em grandes quantidades de forma continua tem colocado determinados metais como fontes de disputas acirradas.
O homem, por sua própria natureza, considerou-se senhor da terra, águas e do ar, achou possuir o direito de dispor de todos os recursos naturais de forma irresponsável, não respeitando os limites impostos pela própria natureza.
Como resultado, obviamente por anos de degradação, nosso ambiente está poluído. Águas – mares, rios, riachos, lagos, lagoas – estão ficando escassas e altamente poluídas. Animais estão sendo extintos ou em fase de extinção, provavelmente novas gerações não conhecerão espécies que viviam em abundância em nosso planeta.
Desde o período da expansão humana, a partir da África, a história foi marcada por muitos fatos negativos, resultantes, principalmente, da forma agressiva descontrolada com o trato ao meio ambiente.
O saldo destruidor de práticas degradantes ao longo de séculos foi: florestas destruídas, rios mortos, atmosfera poluída, extinção de espécies, chuvas ácidas, desertificação, aquecimento global, escassez de terras para o cultivo, contaminação de alimentos, degradação do solo dentre outras coisas.
Somente a partir da segunda metade do século passado, alertas científicos começaram alertar para práticas nocivas ao ambiente.
Até então, o pensamento dominante era que os recursos naturais eram inesgotáveis e que o nosso planeta serviria perfeitamente como depósito infinito dos rejeitos não mais utilizados.
A princípio a degradação era pontual, dizia respeito exclusivamente às potências industriais do nosso planeta. Entretanto, com o aumento populacional, aumento descontrolado do consumo, uso indiscriminado de recursos naturais sem manejo no sentido de recuperação de áreas esgotadas, tornou o problema da degradação, planetário.
Como dito anteriormente, somente a partir da segunda metade do século XX se passou a olhar a natureza de forma mais sensível.
A partir da década de 60 ocorreu uma onda de sensibilidade geral, e na década seguinte, tal preocupação veio assumir um caráter mais abrangente. A década de 70 surgiu, pela primeira vez, uma busca pela proteção da natureza e o indivíduo voltou sua atenção para a água, o ar e a vida selvagem. Tal preocupação ficou evidente quando em 1971 foram realizados o Acordo de Copenhague, sobre cooperação entre estados escandinavos na luta contra a poluição do mar, a Convenção de Bruxelas, para a criação de um fundo de indenização para danos similares, e a Convenção de Ramsar, sobre a conservação das zonas úmidas de importância internacional.
A Convenção de Londres (1972), cujo fito foi a proteção das focas da Antártida, a Conferência de Estocolmo, que marcou o início da moderna formulação da questão do meio ambiente global, como objeto de políticas públicas, a Convenção Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO, sobre a proteção do patrimônio mundial, cultural e natural, e, também, ao chamado Relatório do Clube de Roma, que vendeu trinta milhões de exemplares e contribuiu para despertar a atenção do mundo sobre a importância dos recursos naturais, modelos de consumo e crescimento demográfico.
A partir da década de 80, a preocupação ficou nas questões atinentes aos problemas gerados pelos produtos químicos, resíduos, materiais radioativos e outras substâncias perigosas.
O ano de 1982 assistiu a momentos históricos, como a publicação da Carta Mundial da Natureza, fazendo alusão, pela primeira vez, ao termo sustentabilidade, e a Convenção de Montego Bay, que dispunha sobre o Direito do Mar.
Em 1987 surgiu o Protocolo de Montreal, que tratava da importância de dar atenção à camada de ozônio, e em 1989 a Convenção da Basiléia, que dispunha sobre a movimentação trans-fronteiriça de resíduos químicos.
Na década de 90 o grande acontecimento, que chamou a atenção de todo o mundo, foi a Cúpula da Terra, também conhecida como ECO 92, realizada no Rio de Janeiro e contando com a participação de representantes de inúmeros países.
A Rio 92 veio mesclar os conceitos de ecologia com desenvolvimento sustentável, dando maior ênfase a sustentabilidade sócio-econômico-ambiental, numa tentativa de sensibilizar os indivíduos sobre a importância de cuidar da natureza para que as futuras gerações possam gozar de seus recursos.
Vê-se, portanto, que as décadas de 70, 80 e 90 foram fundamentais para um despertar das nações para a preocupação com o meio ambiente e a vida na Terra. Governantes e governados passaram a ver o nosso planeta como algo que tem limites.
Pois bem. A cidade de Fortaleza, após anos de crescimento desordenado e crescimento demográfico sem precedentes, passou a sofrer com um esgotamento em seu meio ambiente. Intensificou-se os desmatamentos, destruição de dunas, destruição de mangues, poluição atmosférica, poluição de suas praias, rios, riachos, lagos e lagoas. A forte e rápida industrialização, o aumento do número de veículos, políticas públicas que não dão prioridade ao transporte público de qualidade, o uso dos mananciais de água como cloacas, onde são despejadas toneladas de esgotos in natura agravam e intensificam, ainda mais a poluição de todo o ecossistema, tornando insuportável tamanha agressão.
Fica evidente que o meio ambiente não suporta mais tanta agressão, é insustentável que o Poder Público não planeje formas menos agressivas e impactantes em suas obras de mobilidades e de desenvolvimento. O que falta é planejamento.
Hoje, em nossa cidade de Fortaleza, assiste-se um embate importante sobre mobilidade urbana, crescimento e melhoria serviços público ou a preservação do meio ambiente. A construção de um sistema de viadutos no cruzamento das avenidas Engenheiro Santana Júnior com a Avenida Antônio Sales.
Claro que a região onde se projeta a construção dos referidos viadutos é importante para o bom escoamento do trânsito naquela região da cidade. Entretanto, a importância do ecossistema do Parque do Cocó é fundamental para o equilíbrio ambiental da grande Fortaleza, pois se trata de uma imensa área verde onde milhares de animais têm como seu natural habitat.
A falta de sensibilidade dos governantes municipais em resolver a questão é evidente. A princípio observa-se que a preocupação além do aspecto de escoamento do trânsito é garantir um rápido sistema viário que viabilize a expansão do determinado shopping na área.
Faltou a Prefeitura de Fortaleza foi abrir um processo discussão com a sociedade civil organizada, ativistas ambientais e outros grupos sociais, alternativas para a construção dos viadutos na área. A população não aquenta mais e não aceita ficar a margem de importantes discussões. Não aceita que governos de forma autoritária e arrogante imponham suas decisões de cima para baixa, em um processo de verticalização de decisões que não mais se enquadra aos novos tempos.
Chega de encenação, chega de audiências públicas que efetivamente não servem para nada. A sociedade quer e espera que o Poder Público aja como mais democracia e transparências em suas tomadas de decisões. O gestor público muitas vezes não está consciente da importância e necessidade da preservação ambiental, o faz ou por imposição legal ou pressão social.
Políticos, empresários e população devem entender que o problema ambiental é comum, nosso Planeta, não suporta mais tanta agressão, não suporta mais tanto descaso. Melhor explicando, nós habitantes do Planeta Terra temos que está consciente da necessidade e da importância preservação ambiental, como sendo fundamental para manutenção da vida na Terra.
O grande desafio da modernidade é a conscientização de toda a sociedade, governantes e governados, o nosso Planeta Terra é um imenso ecossistema, vivo, integrado, com relações complexas e interpendentes, que abriga e que rege a vida em todas as suas formas.
Constata-se que derrubar uma árvore como derrubar centenas, fere tanto o nosso meio ambiente como põe em risco a vida no Planeta Terra. Sem vida, Planeta sem vida.

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