quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Stephen Hawking: Deus não criou o universo

LONDRES (AFP) - Deus não tem mais lugar nas teorias sobre a criação do universo, devido a uma série de avanços no campo da física, afirma o cientista britânico Stephen Hawking em seu novo livro, que teve trechos divulgados nesta quinta-feira.
Demonstrando uma posição mais dura em relação à religião do que a assumida nas páginas do best-seller internacional "Uma breve história do tempo", de 1988, Hawking diz que o Big Bang foi simplesmente uma consequência da lei da gravidade.
"Por haver uma lei como a gravidade, o universo pode e irá criar a ele mesmo do nada.
A criação espontânea é a razão pela qual algo existe ao invés de não existir nada, é a razão pela qual o universo existe, pela qual nós existimos", escreve o célebre cientista em "The grand design", que será publicado em série no jornal The Times.

O homo sapiens e suas eternas dúvidas! Nada original


Desde há muito tempo existe uma controvérsia a respeito da origem das espécies.

Uns optam pela visão científica – evolucionismo – outros, pela visão criacionista, ou seja, uma visão religiosa sobre a ciência. 
Pois bem, de um lado temos a Teoria da Evolução, tendo como principais expoentes os cientistas Charles Robert Darwin e o naturalista Alfred Russel Wallace, que com suas teorias revolucionaram a biologia. A Tese Evolucionista é mais ou menos assim:
“Em suas pesquisas, ocorridas no século XIX, Darwin procurou estabelecer um estudo comparativo entre espécies aparentadas que viviam em diferentes regiões.
Além disso, ele percebeu a existência de semelhanças entre os animais vivos e em extinção.
A partir daí, concluiu que as características biológicas dos seres vivos passam por um processo dinâmico em que fatores de ordem natural seriam responsáveis por modificar os organismos vivos. Ao mesmo tempo, ele levantou a ideia de que os organismos vivos estão em constante concorrência e, a partir dela, somente os seres melhores preparados às condições ambientais impostas poderiam sobreviver.” http://www.brasilescola.com/historiag/evolucionismo.htm
Do outro lado, aqueles que defendem a Tese do Criacionismo, ou seja, a crença religiosa de que a humanidade, a vida, a Terra e o universo são a criação de um agente sobrenatural. Deus.
Quanto ao criacionismo, aliás, não há uma única teoria sobre o criacionismo, mas várias, conforme a religião e o livro sagrado a que se adota.

Na Grécia acreditava-se que o homem seria criação de Epimeteu, que teria gerado repleto de imperfeições, sem vitalidade, a partir de um modelo de barro.

Outra importante tese vem do Cristianismo com sua própria teoria explicativa, narrada na Bíblia, seu livro sagrado. Segundo esta religião, o homem foi criado por Deus, logo após a gênese dos céus e da terra. Aqui também a Humanidade foi modelada no barro, mas nesta versão ela ganha a vida através do sopro divino, exalado em suas narinas.

Evolucionismo X Criacionismo

A polêmica reacendeu nos Estados Unidos da América quando grupos de fundamentalistas cristãos tentaram proibir o ensino da Teoria Evolucionista nas escolas ou de forma sutil tentaram introduzir o ensino do criacionimo nas grades curriculares.

Várias intervenções da justiça norte-americana foram necessárias para se “pôr ordem na casa”: todas as vezes que houve querelas judiciais envolvendo defensores do criacionismo de um lado e educadores e cientistas, os julgamentos foram ganhos por estes últimos, com uma única exceção (há quase 100 anos).

No Brasil, o assunto foi muito debatido quando a governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Matheus, tentou introduzir o ensino de criacionismo em sala de aula nas escolas públicas em 2004.

A polêmica chegou ao auge em 2008, quando o jornalista da Folha de S. Paulo Marcelo Leite levantou a discussão sobre o ensino de criacionismo em sala de aula de ciências, depois que foram encontradas evidências que o Colégio Mackenzie ensinava o criacionismo para explicar a diversidade do mundo vivo para seus alunos.

O principal argumento dos criacionistas que é frequentemente repetido, diz que a teoria evolucionista tem uma base pouco firme porque as hipóteses acerca do passado distante não podem ser provadas com certeza absoluta.

Ora, é óbvio que a teoria evolucionista não é absolutamente certa, até porque, nada em ciência é absolutamente certo!

Ora! Baseiam-se as ciências em teses, teorias e hipótese em que o homem tenta provar, repito TENTA PROVAR, e, até às vezes consegue, aspectos relevantes da natureza, como: evolução das espécies, teoria da relatividade, “big bang”, “Big Crunch”, movimentos galácticos, expansão do universo, formação dos primeiros átomos, formação das primeiras células, quando começa a vida, surgimento da vida na Terra, possibilidade de viagens interplanetárias e entre galáxias etc.

Já a religião parte da “verdade” dos dogmas e fica até fácil explicar a natureza. Basta simplesmente acreditar. Pronto resolvido!

Criacionismo não é ciência! Embora seus defensores insistentemente afirmem e proclamem o contrário.

Outra coisa, a ideologia e a “teoria” do design inteligente é criacionismo puro. Na sua essência, o design inteligente é uma crença religiosa.

Maria Gaetana Agnesi

Maria Gaetana Agnesi (Milão, 16 de maio de 1718 - Milão, 9 de janeiro de 1799) foi uma filósofa e matematicista italiana. Em 1750 o Papa Bento XIV a nomeou para a cadeira de matemática e filosofia natural na Universidade de Bolonha. No entanto, ela nunca lecionou lá.
Agnesi é reconhecida como tendo escrito e tratado, simultaneamente, o cálculo diferencial e integral, e por ter sido a primeira mulher nomeada como professora de matemática numa universidade. Escreveu em latim a obra "Propositiones philosophicae" (Proposições Filosóficas), datado de 1748 e impresso em Milão, então a capital de um pequeno estado sob o domínio austríaco; mas o que a tornou notável foi o seu compêndio profundo e claro de análise algébrica e infinitesimal na obra "Instituzioni Analitiche" (Instituições Analíticas), traduzida para o inglês e para o francês.
O livro foi além dos tópicos sobre filosofia e abordou mecânica celestial e teoria da gravidade de Newton. Durante uma década, Agnesi escreveu uma obra de dois volumes; o primeiro deles, com mais de mil páginas tratava de aritmética, álgebra, trigonometria, geometria analítica e cálculo. O segundo abrangia equações diferenciais. Foi a primeira obra que uniu as ideias de Isaac Newton e de Gottfried Leibniz. É dela também a autoria da chamada "curva de Agnesi". Faleceu numa instituição para idosos, em Milão, chamada Pio Albergo Trivulzio.

Seu pai, Pietro, foi um homem rico de negócios e professor de matemática na Universidade de Bolonha que elevou sua família para a nobreza de Milão.
Tendo nascido em Milão, Maria foi considerada um menina prodígio muito cedo, falava francês e italiano aos cinco anos de idade. Aos 13 anos de idade já havia adquirido fluência no grego, hebraico, espanhol, alemão e latim, sendo considerada uma verdadeira poliglota. Sempre educou seus irmãos mais novos. Quando tinha nove anos de idade compôs um discurso em latim para um encontro acadêmico. O tema era o direito das mulheres de receber educação.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Gaetana_Agnesi

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