Nos primórdios, a humanidade vivia em pequenos em grupos, caçava pequenos animais e vivia da coleta de frutas, raízes, folhas. A mulher era considerada sagrada pelo fato de reproduzir a espécie. Não havia divisão de trabalho e nem o uso da força física para se impor.
Nessa época começa a domesticação dos animais. Ora para uma incipiente pecuária, ora tão somente como animal doméstico.
Logo em seguida, nessas sociedades primitivas, tendo em vista a necessidade de alimentação em maior quantidade, para o sustento, principalmente, pelo aumento da população começava a caça de grande porte. É nesse momento que a força física é essencial, é, também, nesse momento que se inicia a supremacia masculina. Mas nem nas sociedades de coletas, nem nas de caça se conhecia a função masculina na procriação.
Nas sociedades matriarcais, não existiam as transmissões de herança nem de poder, as guerras eram raras, tendo em vista a desnecessidade de conquistas de novos territórios por motivo de pressão populacional ou outro motivo. Quando a coleta e os recursos naturais iam se escasseando, até mesmo aumento da população, é que se fizeram necessários a procura de mais caça, o que, necessariamente, demandava o uso de força e a conquistas de novos territórios para a expansão territorial dos agrupamentos tribal, gerando uma competitividade entre tribos pelos territórios férteis e animais disponíveis para a caça, gerando conflitos de interesses que geraram, por sua vez, os primeiros embates.
Com a crescente necessidade de alimentos para a subsistência das tribos houve a necessidade de novas conquistas territoriais, os embates – guerras - tornaram-se mais constantes, fazendo com que surgisse uma verdadeira mitificação do homem guerreiro. Quanto mais forte e destemido mais valorizado e herói dos campos de batalha. Nesta fase, começa o rompimento da harmonia, até então existente, entre homens e mulheres. Nessa época, o homem começa a dominar a sua função reprodutora e o mito da mulher como sagrada começa a ser defeito. Com a conquista de novos territórios e grupos humanos precisaram deixar de ser nômades, passando a dominar os segredos da agricultura, dividindo a terra, formando plantações. Nesse período ocorre o surgimento das sociedades patriarcais e nessas sociedades a figura da transmissão do poder e da herança torna-se decisiva na evolução.

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