sexta-feira, 28 de agosto de 2015

A vida não é um jogo eletrônico


A vida não é um jogo eletrônico.

Os últimos dias foram marcados por atos de extrema e abominável violência sem uma explicação plausível, pesar de saber que não existe razão para tanta violência.

No estado do Ceará, na cidade de Paracuru que fica a 87 km da capital Fortaleza, foi palco de uma atrocidade sem precedentes, pai matou esposa e filha de apenas oito meses com disparos de arma de fogo.

O outro caso foi o praticado por um indivíduo que matou duas pessoas e feriu outra, nos estado da Virgínia nos EUA.

O crime ocorrido nos Estados Unidos foi impactante em virtude do assassino ter executado as vítimas quando estavam trabalhando em uma reportagem que estava sendo transmitida ao vivo pela por uma empresa televisiva.

O assassino ainda filmou e postou nas redes sociais o exato momento em que efetua os disparos.

Bryce Williams, que trabalhou por dois anos na WDBJ7, na tevê onde trabalhavam as vítimas, é suspeito de matar os dois ex-colegas de trabalho durante uma transmissão ao vivo na Virginia, nos Estados Unidos.

A brutalidade cometida de forma insana por esses dois algozes reacende, mais uma vez, a discussão a respeito da liberação do uso de armas por qualquer pessoa.

O uso de armas por pessoas que não pertençam a forças de segurança causa grande polêmica em várias partes do mundo.

No Brasil o porte de armas é regulamentado pela Lei 10.826/03 - Estatuto do Desarmamento – que dispõe sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição, sobre o Sistema Nacional de Armas – Sinarm, define crimes e dá outras providências.

Como se observa, no Brasil, existe uma importante restrição a posse e uso de armas de fogo.

Nos Estados Unidos da América alguns estados são autônomos para legislar sobre o assunto. Em alguns deles, como Massachusetts, a venda e o porte de arma são proibidos. No entanto, na maioria, o uso e a venda de armamentos pessoais são permitidos.

O uso de armas em outros países do mundo.

Argentina 

O cidadão se habilita a portar uma arma através de curso, prova e teste psicotécnico. A cada dois anos, a habilitação é renovada, com a realização do psicotécnico. A lei restringe bastante o uso.

Austrália 

Desde 1996, está proibida a venda de armas semi-automáticas e foi restringida a concessão de porte de arma.

Canadá 

Armas automáticas e semi-automáticas são proibidas. Para comprar uma arma, o cidadão precisa fazer um treinamento e apresentar um documento provando que o cônjuge concorda.

França

Armas de uso pessoal são proibidas, apenas armamentos de caça são permitidos. 

Jamaica 

A compra e a posse de qualquer tipo de arma de fogo ou munição por civis foram proibidas em 1974. 

Japão 

A venda e o uso de armas são proibidos. 

México 

A lei permite que os mexicanos tenham armas em casa, mas a Secretaria de Defesa não concede permissão para fabricação, porte ou posse.

Reino Unido 

A venda e o porte de armas são proibidos. Apenas armamentos de caça podem ser vendidos e usados. A legislação relativa às armas de uso pessoal se tornou mais rigorosa a partir de 1996, quando Thomas Hamilton invadiu uma escola primária na cidade escocesa de Dunblane e assassinou 15 crianças e uma professora. Até mesmo a prática de tiro esportivo é proibida, e a equipe que representa o Reino Unido tem de treinar em países vizinhos. 

Suíça 

Não há restrições sobre a venda de armas. Todo reservista guarda em casa o armamento recebido do Exército.

Definitivamente o emprego de arma de fogo, ao lado da igualdade material, constitui outro índice revelador de civilização. Quanto mais igualitário e mais “civilizado” o país, menos uso de arma de fogo. 

Como se pode observar, o uso de arma de fogo sofre muita restrição em vários países do mundo, apesar de algumas pessoas que defendam a liberação do uso de armas no Brasil, usarem como exemplos os Estados Unidos e Suíça como países onde a violência urbana é bastante reduzida em virtude de a população poder andar armada. Uma inverdade.

No Brasil a divergência do uso de armas de fogo se confunde com uma questão de cunho político-ideológico. Grupos mais conservadores de direita e ultraconservadores advogam pela liberação do uso de arma de fogo por todo e qualquer cidadão. Seus argumentos se lastreiam que a política de desarmamento do Brasil não surtiu os efeitos esperados, e, para os mais exaltados a política brasileira sobre o assunto, tem como único foco que o desarmamento serve para se implantar um estado autoritário, onde o cidadão desarmando não teria condição de resistir a uma ditadura estatal.

Outro argumento, ainda mais absurdo, diz respeito ao fato que com aumento dos índices de criminalidade no Brasil, principalmente nas grandes cidades, o cidadão tem todo o direito de se defender de um possível agressor, ou seja, o cidadão teria direito a uma autodefesa, de sua família e de seu patrimônio.

Quanto ao uso de qualquer meio para autodefesa, defesa de familiar e patrimonial o bom senso adverte que a proteção a vida da pessoa e de seus familiares é algo inalienável.

Pois bem, atualmente tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei 3.722/2012, que revoga o Estatuto do Desarmamento e estabelece regras mais brandas para o porte de arma de fogo.

Entretanto, em sentido oposto, nos Estados Unidos da América, busca-se uma legislação que restrinja o uso de armas de fogo, diante de sucessivos assassinatos em massa, principalmente em escolas, universidades, cinemas e shopping.

Por outro lado, grupos mais liberais e que defendem a tese do desarmamento alegam que o uso de arma de fogo por parte dos cidadãos só eleva a criminalidade. A argumentação se lastreia no fato de muitos homicídios ocorridos no Brasil, não ocorreriam se a população não portasse armas, corrobora o fato de muitos homicídios passionais não se consumariam.

Quando a arma de fogo está na posse do cidadão, a bandidagem acaba por atacar pessoas que andam armados ou que possuem arma de fogo em casa para poderem adquirir ou repor armas perdidas para a polícia.

O porte de armas tem sido visto cada vez mais como um dos fatores que contribuem para a violência urbana no mundo todo.

Nos Estados Unidos, a indústria de armas de fogo está na mira governamental, que quer restringir o uso de armas no país, desafiando o poderoso lobby da National Rifle Association.

Algumas cidades americanas (EUA) como, Nova York, Chicago, Nova Orleans e Miami decidiram processar os fabricantes de armas, argumentando que eles contribuem para equipar os criminosos e, consequentemente, aumentar a criminalidade.

Por fim, o uso de arma de fogo por pessoas não preparadas, ou pessoas que sofrem de algum transtorno psiquiátrico não deve ser, em nenhuma hipótese aceita, pois o uso indevido de arma de fogo serve exclusivamente para aumentar os índices de criminalidade, armar bandidos e gerar lucros para a indústria de armas.

O mais importante é que muitos crimes, principalmente, de natureza passional seriam evitados caso o uso das armas fossem mais restritos.

Provavelmente os bárbaros crimes narrados no início deste texto não tivessem ocorrido caso os infames agressores não tivessem acesso fácil na aquisição de armas de fogo.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Onde há fumaça...


No dia a dia das empresas e instituições públicas é comum ouvir histórias de pequenos conchavos para apagar ou denegrir colegas de trabalho. Há casos mais sérios que envolvem armações maquiavélicas para forçar uma demissão, aumentar o poder de um grupo ou até mascarar falcatruas ou algo mais simples como somente prejudicar alguém. Caso você nunca ouviu falar em algo desse tipo, pode ser que esteja trabalhando num mosteiro ou então esteja totalmente alheio ao que acontece ao seu redor.
Em uma pesquisa publicada na revista da "VOCÊ S/A", da editora Abril, com 662 profissionais no Linkedin, a rede social de relacionamentos profissionais, revelou que 48% deles já foram vítimas de uma fritura — uma prática deliberada para prejudicar profissionalmente o alvo da vez.
E 44% afirmaram ter visto a situação ocorrer com outras pessoas. Os relatos de quem passou por esse processo parecem ter saído de um filme ao estilo “teoria da conspiração”. Mas, na verdade, se trata de um problema real, que pode causar estragos na carreira e na vida da pessoas. “Apagar o fogo da frigideira” antes que ela esquente também é possível, sugerem alguns especialistas.
Para que isso ocorra, é preciso identificar os primeiros sinais de fritura e tomar algumas medidas para revertê-la. “A fritura começa quando o profissional faz algo que desagrada a chefia”, diz a headhunter Magui de Castro, sócia da CTpartners, especializada em alta gerência.
O problema é que esse “algo” nem sempre é uma questão objetiva, como um mau desempenho profissional. Para motivos claros como esse, os chefes têm o recurso da demissão, como no serviço público a demissão seja um ato jurídico mais complexo, o preferível é “manchar a imagem” do suposto desafeto. A “fritura” é diferente. Ela nasce de atritos subjetivos, pouco palpáveis. “O chefe pode optar pela “fritura” na falta de um motivo mais concreto para justificar uma demissão”, explica o "coach" Alexandre Rangel, da consultoria "Alliance Coaching", de São Paulo.
Caso o profissional seja uma pessoa que resiste as investidas de assédio moral ou de uma simplesmente por discordar de algumas atitudes, o chefe passa a vê-lo como um incômodo e inicia uma série de pequenas sabotagens e boicotes para minar o desempenho da pessoa.
“O gestor não gostou do que ouviu”. A partir daquele momento, ele começou a ser excluído de reuniões importantes e da tomada de decisões. Também deixou de receber informações e a não ter retorno sobre atos praticados.
A “fritura” pode ser comparada ao cultivo de um bonsai, a técnica japonesa de fazer árvores em miniatura. “A cada vez que um broto nasce, o podador vem e corta. É como se a árvore aprendesse aos poucos que não deve crescer”.
A culpa é do gestor
Em casos de “fritura”, a vítima não é apenas a pessoa que “arde na chapa quente”. Normalmente, um processo de perseguição prejudica as pessoas que o presenciam. “A situação gera insegurança em toda as pessoas, que se projetam na vítima, o ambiente fica ruim e a produtividade cai”.
Às vezes, o algoz não é o chefe, mas um colega. O paulista Roberto Gregori, de 46 anos, hoje diretor de estratégia de uma companhia de serviços de TI em Campinas, interior de São Paulo, conta que foi fritado por um ex-colega, o que lhe custou uma promoção ao cargo de diretor geral da filial brasileira de uma empresa multinacional alemã. “A empresa vinha sendo administrada interinamente por um assessor do CEO mundial com o objetivo de entregar a gestão a mim, só que esse auxiliar não gostou de eu ter apontado falhas nos controles que ele fazia e começou a me sabotar”, diz Roberto.
A partir daí, o assessor iniciou uma estratégia de combinar uma coisa com Roberto e depois contar para o presidente mundial que o brasileiro fazia as coisas da própria cabeça, sem comunicá-lo. A situação foi se deteriorando até que durante uma reunião com colegas de diversos países Roberto foi interpelado pelo presidente mundial para explicar por que havia definido um pagamento de bônus para si mesmo.
“Ficou claro que eu tinha sido queimado”, diz Roberto, que acabou pedindo para sair. Em geral, a fritura acaba em demissão tanto por iniciativa da vítima quanto da empresa. Mas não precisa ser assim. Segundo os especialistas, a melhor maneira de reverter o processo é uma conversa franca, antes de a situação ficar insustentável. Isso deve ser feito sempre, por mais difícil que o diálogo possa parecer. É uma dessas situações que requerem coragem do profissional.
“Se perceber o início de uma fritura, procure o chefe e diga que notou que houve mudanças no ambiente”, diz Fernanda Angerami, especialista em orientação de carreira. “Deixe claro que seu objetivo maior é cooperar.” Nesse assunto, quem age rápido diminui a dimensão do problema. Ao primeiro sinal de tensão, trate o assunto com seriedade. “A pessoa acha que é uma coisa pontual, que vai acabar passando e quando percebe é tarde demais”, diz Maria Giuliese, da Lens & Minarelli, empresa de recolocação de executivos, de São Paulo.
Outra dica dos especialistas é evitar medir forças com o oponente. Normalmente, a vítima recebe um “convite” do inimigo para iniciar uma fritura. Fique atento para identificar o momento em que essa proposta indecente aparece. Ele é importante para tomar um passo fundamental: recusar o convite para a briga. No livro Jogos Políticos nas Empresas (ed. Campus/elsevier), o consultor paulista Mauricio Goldstein aponta que uma tarefa importante é mapear a razão que move o outro a uma disputa, ou seja, entender por que alguém gostaria de fritá-lo.
Os motivos mais comuns são orçamento, poder, necessidade de proteção ou necessidade de aparecer. Finalmente, se o cenário já apodreceu e a fritura está consumada, proteja a própria saúde. A atitude de enfrentamento, típica de quem acha que não tem mais nada a perder e fica esperando a demissão, tem na verdade um alto custo emocional para a vítima. Antes de virar guerra aberta, melhor avaliar se vale a pena seguir naquele trabalho.
Pois é, a prática desse ato desleal, coloca a pessoa que está sendo “fritada” numa situação bastante vulnerável.
Como se sabe, muitas vezes a pessoa “fritada” não sabe o que está acontecendo ao seu redor e não tem direito sequer ao contraditório, fica à mercê de pessoas inescrupulosas e, consequentemente, sua honra fica arranhada perante terceiros.
Onde há fumaça
Sinais de que você pode ser alvo de uma fritura

  • Você não é mais convocado para as reuniões, ou não é convidado para os momentos em que a equipe socializa.
  • Nas reuniões de que participa, suas intervenções são recebidas pela chefia com indiferença ou impaciência.
  • Seu chefe deixou de se preocupar com seu trabalho e até de lhe cobrar quando algo não ocorre conforme o previsto.
  • Seus colegas recebem da chefia um tratamento mais atencioso e simpático.
  • Informações estratégicas e novas diretrizes não têm sido comunicadas a você.
  • Em vez de lhe dar ordens, o gestor opta por repassá-las a seus subordinados ou por transferir a tarefa a seu colega.
  • Sua chefia começa a estabelecer para você metas impossíveis de serem alcançadas.
  • O gestor tem reclamado de falhas suas com outros.
  • Seu chefe o sobrecarrega com atividades de menor importância ou começa a lhe passar tarefas de áreas fora de sua competência, nas quais seu desempenho é limitado.
  • Assim que perceber os primeiros indícios de fritura, procure seu gestor e pergunte o que aconteceu.
  • Aja o mais rápido possível, pois, se o gestor repassar as reclamações sobre você a outras esferas, dificilmente voltará atrás na decisão de desligá-lo.
  • Não alimente fofocas. Essa atitude aumenta o desgaste com a chefia.
  • Não deixe que sua atitude confirme os estereótipos criados sobre você, pois eles podem colar e ser usados contra você na hora de definir uma promoção.
  • Se desconfiar que uma ordem recebida pode ser usada contra você, procure registrá-la por meio de uma confirmação por e-mail.

Apague o fogo
Está sendo queimado? Reverta isso já

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Evolução




Nos primórdios, a humanidade vivia em pequenos em grupos, caçava pequenos animais e vivia da coleta de frutas, raízes, folhas. A mulher era considerada sagrada pelo fato de reproduzir a espécie. Não havia divisão de trabalho e nem o uso da força física para se impor.

Nessa época começa a domesticação dos animais. Ora para uma incipiente pecuária, ora tão somente como animal doméstico.

Logo em seguida, nessas sociedades primitivas, tendo em vista a necessidade de alimentação em maior quantidade, para o sustento, principalmente, pelo aumento da população começava a caça de grande porte. É nesse momento que a força física é essencial, é, também, nesse momento que se inicia a supremacia masculina. Mas nem nas sociedades de coletas, nem nas de caça se conhecia a função masculina na procriação.

Nas sociedades matriarcais, não existiam as transmissões de herança nem de poder, as guerras eram raras, tendo em vista a desnecessidade de conquistas de novos territórios por motivo de pressão populacional ou outro motivo. Quando a coleta e os recursos naturais iam se escasseando, até mesmo aumento da população, é que se fizeram necessários a procura de mais caça, o que, necessariamente, demandava o uso de força e a conquistas de novos territórios para a expansão territorial dos agrupamentos tribal, gerando uma competitividade entre tribos pelos territórios férteis e animais disponíveis para a caça, gerando conflitos de interesses que geraram, por sua vez, os primeiros embates.

Com a crescente necessidade de alimentos para a subsistência das tribos houve a necessidade de novas conquistas territoriais, os embates – guerras - tornaram-se mais constantes, fazendo com que surgisse uma verdadeira mitificação do homem guerreiro. Quanto mais forte e destemido mais valorizado e herói dos campos de batalha. Nesta fase, começa o rompimento da harmonia, até então existente, entre homens e mulheres. Nessa época, o homem começa a dominar a sua função reprodutora e o mito da mulher como sagrada começa a ser defeito. Com a conquista de novos territórios e grupos humanos precisaram deixar de ser nômades, passando a dominar os segredos da agricultura, dividindo a terra, formando plantações. Nesse período ocorre o surgimento das sociedades patriarcais e nessas sociedades a figura da transmissão do poder e da herança torna-se decisiva na evolução.

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