As mulheres não podiam votar e ser votada; ter prazer, kkkk; trabalhar nem pensar, manter uma casa com seu suor, horrível; ter filhos sem casamento “um pecado” a mulher era, relativamente incapaz. Estava na Lei. Fazia parte da nossa cultura.
“A evolução foi tão lenta, que no Código Civil de 1916, o homem continuava sendo o chefe da sociedade conjugal. Tinha o exclusivo direito – que permanece escrito no código – de pedir anulação do casamento, nos dez dias seguintes de sua realização, “se contraído com a mulher já deflorada”. Enquanto era exigida a virgindade feminina, a sociedade incentivava o homem à plena atividade sexual ainda na juventude. Às mulheres era proibido votar e se candidatar a cargos públicos. Somente em 1934 foi reconhecido seu direito de votar.
Cidadãos eram os homens. A filiação também se fazia a contar do pai, mesmo na Constituição Republicana de 1891. Só em 1962 a mulher casada deixou de ser relativamente incapaz, igualada, até então, aos índios e aos menores entre 16 e 21 anos.
A Carta de 1946 proibia a discriminação por convicções religiosas, filosóficas e políticas, mas não relacionadas com o sexo, o que veio a ocorrer em 1988.
A união estável, a igualdade no governo da família e as responsabilidades equivalentes foram legalizadas somente na Constituição vigente. Ao celebrarmos os 500 anos a partir da descoberta, verificamos que só nos últimos 50 anos a mulher conquistou, com muita luta, o equilíbrio jurídico com os homens. E diga-se: isso não aconteceu só no Brasil.” Walter Ceneviva Folha de São Paulo (adaptação)
Com o passar do tempo as coisas foram mudando, as mulheres passaram a vislumbrar um espaço que alguém havia subtraído do seu direito de ser mulher, do seu direito de ser humana.
Assim surgiu, o que foi rotulado de “movimento feminista” ou “feminismo”. Então, o que vinha a ser feminismo?
“Feminismo é um movimento social, filosófico e político que tem como meta direitos equânimes (iguais) e uma vivência humana liberta de padrões opressores baseados em normas de gênero. Envolvem diversos movimentos, teorias e filosofias advogando pela igualdade para homens e mulheres e a campanha pelos direitos das mulheres e seus interesses.
De acordo com Maggie Humm e Rebecca Walker, a história do feminismo pode ser dividida em três "ondas". A primeira teria ocorrido no século XIX e início do século XX, a segunda nas décadas de 1960 e 1970, e a terceira teria ido da década de 1990 até a atualidade. A teoria feminista surgiu destes movimentos femininos, e se manifesta em diversas disciplinas como a geografia feminista, a história feminista e a crítica literária feminista.
O feminismo alterou principalmente as perspectivas predominantes em diversas áreas da sociedade ocidental, que vão da cultura ao direito. As ativistas femininas fizeram campanhas pelos direitos legais das mulheres (direitos de contrato, direitos de propriedade, direitos ao voto), pelo direito da mulher à sua autonomia e à integridade de seu corpo, pelos direitos ao aborto e pelos direitos reprodutivos (incluindo o acesso à contracepção e a cuidados pré-natais de qualidade), pela proteção de mulheres e garotas contra a violência doméstica, o assédio sexual e o estupro, pelos direitos trabalhistas, incluindo a licença-maternidade e salários iguais, e todas as outras formas de discriminação.” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Feminismo)
Durante a maior parte da história, o movimento feminista teve líderes, que eram principalmente mulheres brancas de classe média. E as negras? Não eram mulheres?
Então a gente pode falar também que o nosso Código Civil foi mudado, para melhor; podemos falar da Lei Maria da Penha. Sim aquela lei que tanta proteger as mulheres das agreções dos “homens”.
Não entendo, como para muitos as mulheres são iguais aos homens em tudo: na alegria e na tristeza, na fartura e na probreza até que a morte ou o divórcio os separem.
Então para que servem o Código Civil e a Lei Maria da Penha? Talvez somente para serem estudadas em curso de Direito. É deve ser?
Hoje em dia ninguém pensa mais nisso. Tudo passou. Tudo é coisa do passado. Caso surja alguém que ainda pensa que a mulher é um ser inferior, em regra homens, ou está deslocado no tempo ou talvez não “gire bem da bola” ou é simplesmente rotulado de machista.
E sobre a igualdade Racial. O que podemos dizer? Ou será que tudo já foi dito, entre os que são contra e os que são a favor. Alguém precisa dizer mais alguma coisa? Sim. Um intelectual de plantão? Pode ser um intelectual da Rede Globo, da Folha, da Veja?
Pode...Claro que pode!
Pode ser um intelectual branco? Pode!
Pode ser um intelectual Cristão? Pode!
Poder ser um intelectual negro? Bem, acho que pode... vou pensar ...
E se for um intelectual branco, Cristão, que trabalhe em uma grande empresa de comunicação?
CLARO QUE PODE!!!!!!! Ele sabe tudo!
E se for um intelectual negro, muçulmano, que trabalhe em uma rádio comunitária de algum gueto?
Veja bem, GUETO. Gueto (do italiano ghetto) é um bairro ou região de uma cidade onde vivem os membros de uma etnia ou qualquer outro grupo minoritário, frequentemente devido a injunções, pressões ou circunstâncias econômicas ou sociais. Por extensão, designa todo estilo de vida ou tipo de existência resultante de tratamento discriminatório. (Hoje eu não saberia viver sem o Google).
Será que ele tem capacidade intelectual para me dizer alguma coisa?
Não tem. Não pode. Fala baixo. Ele foi estudar em uma Universidade Pública através do sistema de cotas implantado por um governo de esquerda, ou quase esquerda, que luta para haver no Brasil uma ruptura, ou seja, uma quebra de relações sociais pacíficas de nossa sociedade.
Por que, então, comecei falando dos movimentos feministas?
Bem, podemos usar a luta das mulheres como paradigma, como um paralelo importante na explicação da luta dos negros em viver uma sociedade mais justa.
Veja bem, o movimento negro é um movimento social, filosófico e político que tem como meta direitos equânimes (iguais) e uma vivência humana liberta de padrões brancos e opressores baseados em normas escritas ou não. Envolvem diversos movimentos, teorias e filosofias advogando pela igualdade entre negros e brancos e a campanha pelos direitos das minorias.
Ficou fácil, não?
Quais foram, então, as mulheres que lutaram pela liberdade de gênero?
Eu, particularmente não sei o nome de nenhuma.
E sobre o movimento negro. Por ser recente dá até para citarmos alguns, vejamos:
Rosa Louise McCauley, mais conhecida por Rosa Parks (Tuskegee, 4 de fevereiro de 1913 - Detroit, 24 de outubro de 2005), foi uma costureira negra norte-americana, símbolo do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos. Ficou famosa, em 1º de dezembro de 1955, por ter-se recusado frontalmente a ceder o seu lugar no autocarro a um branco, tornando-se o estopim do movimento que foi denominado Boicote aos Autocarros de Montgomery e posteriormente viria a marcar o início da luta antissegregacionista.
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Feminismo)
Martin Luther King, Jr. (Atlanta, 15 de janeiro de 1929 — Memphis, 4 de abril de 1968) foi um pastor protestante e ativista político estadunidense. Tornou-se um dos mais importantes líderes do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, e no mundo, com uma campanha de não violência e de amor ao próximo.
Um ministro Batista, King tornou-se um ativista dos direitos civis no início de sua carreira. Ele liderou em 1955 o boicote aos ônibus de Montgomery e ajudou a fundar a Conferência da Liderança Cristã do Sul (SCLC), em 1957, servindo como seu primeiro presidente. Os esforços de King levou à Marcha sobre Washington de 1963, onde ele fez seu discurso "I Have a Dream".
Em 14 de outubro de 1964 King recebeu o Prémio Nobel da Paz pelo o combate à desigualdade racial através da não violência. Nos próximos anos que antecederam a sua morte, ele expandiu seu foco para incluir a pobreza e a Guerra do Vietnã, alienando muitos de seus aliados liberais com um discurso de 1967 intitulado "Além do Vietnã.
King foi assassinado em 4 de abril de 1968, em Memphis, Tennessee. Ele recebeu postumamente a Medalha Presidencial da Liberdade em 1977 e Medalha de Ouro do Congresso em 2004; Dia de Martin Luther King, Jr. foi estabelecido como um feriado federal dos Estados Unidos em 1986. Centenas de ruas em os EUA e além de ter sido renomeada em sua homenagem."(http://pt.wikipedia.org/wiki/Feminismo)
Movimento Panteras Negros. Partido negro revolucionário estadunidense, fundado em 1966 em Oakland - Califórnia, por Huey Newton e Bobby Seale, originalmente chamado Partido Pantera Negra para Auto-defesa (no original, "Black Panther Party for Self-Defense", depois, mais conhecido como "Black Panther Party" (Panteras Negras)).
A finalidade original do partido era patrulhar guetos negros para proteger os residentes dos atos de brutalidade da polícia. Os Panteras tornaram-se eventualmente um grupo revolucionário marxista que defendia o armamento de todos os negros, a isenção dos negros no pagamento de impostos e de todas as sanções da chamada "América Branca", a libertação de todos os negros da cadeia, e o pagamento de compensação aos negros por séculos de exploração branca. Sua ala mais radical defendia a luta armada. Em seu pico, nos anos de 1960, o número de membros dos Panteras Negras excedeu 2 mil e a organização coordenou sedes nas principais cidades.
Os conflitos entre os Panteras Negras e a polícia nos anos de 60 e nos anos de 70 conduziram a vários tiroteios na Califórnia, em Nova Iorque e em Chicago, um desses resultando na prisão de Huey Newton pelo assassinato de um policial.
Na medida em que alguns membros do partido eram considerados culpados de atos criminais, o grupo foi sujeitado a uma grande hostilização da polícia que algumas vezes se deu na forma de ataques violentos, despertando investigações no Congresso sobre as atividades da polícia com relação aos Panteras.
Nos meados dos anos de 70, tendo perdido muitos de seus membros e diminuído a simpatia de muitos líderes negros estadunidenses, levaram a uma mudança dos métodos do partido, que mudaram da violência para uma concentração na política convencional e em um fornecimento de serviços sociais nas comunidades negras. O partido estava efetivamente desfeito em meados dos anos de 1980.
É verdade que o movimento pelas lutas dos direitos civis dos negros teve maior consistência e importância em um país onde a segregação racial era evidente, os Estados Unidos da América do Norte.
Mais no Brasil não existe isso. No Brasil vivemos em completa harmonia.
O pensador pernambucano Gilberto Freyre tinha razão ao dizer: “O Brasil é a mais avançada democracia racial do mundo.”
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