Que o mundo está vivendo uma grande agitação social, isso sim é uma certeza. América, Europa, Ásia. Somente a Oceania aparenta uma certa tranquilidade, acredito que por questões geográficas.
Os Estados Unidos da América do Norte sofrem uma invasão silenciosa de milhares de latinos americanos. Muitos perecem nos desertos mexicanos e além-fronteiras.
Essa multidão silenciosa, foge de problemas sociais – violência, tráfico e crimes diversos -, foge, ainda, de uma perpetua crise econômica – desemprego, baixos salários, exploração - que leva na busca de mínimas condições de sobrevivência e vida digna.
A Europa passa por uma de suas maiores crises migratória da história. Milhares de pessoas, apinhadas em barcos, muitos sem as mínimas condições de navegabilidade para alto mar, arriscam suas vidas fugindo da Síria, Iraque e outros países da área, em busca de paz e tranquilidade e longe dos insanos terroristas.
A triste notícia dos refugiados começou a ganhar corpo para mídia internacional, no exato momento que milhares de pessoas começaram a pisar o solo europeu em busca, não só se refúgio econômico, mas, principalmente, paz. Paz para viverem.
Milhares invadem o túnel que liga a França a Inglaterra, milhares são resgatados à deriva no Mediterrâneo, milhares lotam trens em toda Europa.
Mas o pior de tudo é ver milhares de corpos, sem vida, amanhecendo nas praias da Grécia, Itália, Turquia. Corpos inertes que encontram um porto seguro, com paz e tranquilidade.
Outras dezenas morrem apinhados em baús de caminhões.
A maioria dos refugiados, como já dito, vem da guerra civil na Síria. A Síria abandonada pelas potências internacionais, principalmente os poderosos da América do Norte e Europa, a um conflito que opõe o governo de Bashar Assad, grupos ligados à Al-Qaeda, milícias xiitas e os terroristas insanos do Estado Islâmico. Os sírios fogem para a Europa e países adjacentes.
Para se ter uma ideia da grandeza dessa catástrofe humana, cerca de 2 milhões foram para a Turquia, 1 milhão para o Líbano e 700 mil para a Jordânia. A Europa tem planos para aceitar apenas 40 mil que estão em cidades do sul da Itália e da Grécia. Porém, caso as potências militares e econômicas não busquem urgentemente uma solução para o conflito, a catástrofe tende a piorar.
O mundo somente abriu os olhos após a divulgação, na grande mídia, de um pequeno sírio morto afogado em praia turca.
Em meio à tamanha crise humanitária, políticos populistas bradam um discurso xenófobo. A extrema-direita, tendo como exemplo a francesa Marine Le Pen, é considerada candidata viável para as próximas eleições na França, tendência que segue em praticamente todos os países europeus. Nos Estados Unidos da América, Donald Trump, do Partido Republicano, captou o sentimento xenófobo de boa parte da população estadunidense, ao propor construir um muro na fronteira com o México. Trumpp trouxe a imigração ilegal para o centro do debate eleitoral americano e lidera as pesquisas entre os pré-candidatos no Partido Republicano.
Como, então, será o futuro desses imigrantes na América do Norte e Europa? Como os Países ricos devem se comportam para pôr fim a conflitos localizados e regionais, bem como tentar acabar ou diminuir o imenso fosso socioeconômico entres os povos?
A verdade que o modelo de capitalismo posto hoje, não serve para harmonizar a vida em nosso planeta. Sofrem todos, sofrem ricos (um pouco menos), sofrem os pobres (sofrem muito).
Nosso planeta definha ambientalmente. Definha a humanidade.

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