O futebol cearense foi sacudindo ontem, dia 26 de
março, por uma decisão polêmica do Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol do
Ceará – TJDF/CE, que excluiu o Fortaleza Esporte Clube do campeonato cearense
de 2015, bem como o seu rebaixamento para série “B” de 2016 e multa de 50 mil
reais.
A decisão tomada pela 1ª Comissão Disciplinar do
Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol do Ceará terá repercussões
imprevisíveis para o futebol cearense e nordestino, pois, além, dos grandes
investimentos do clube, existe, também, os investimentos de patrocinadores,
empresas televisivas que pagaram grandes valores para transmissões dos jogos,
das empresas radiofônicas etc. Caso a decisão seja mantida, algo improvável,
quem vai arcar com tanto prejuízo? A Federação Cearense de Futebol?
Outro ponto importante a ser discutida, é a possível
exclusão do Leão do Pici da Copa do Nordeste e Copa do Brasil de 2016.
O caso
O Fortaleza Esporte Clube foi punido por ter
ajuizado uma ação na Justiça Estadual, tentando a punição do time do Ceará por
ter usado, indevidamente, o jogador de futebol, David Madrigal no campeonato
cearense de 2002, antes de esgotar todas as instâncias da justiça desportiva.
David Madrigal, jogador nascido na Costa Rica, atuou
irregularmente no campeonato cearense de 2002, pelo time do Ceará, pois seu
visto de trabalho no Brasil só o autorizava a jogar pelo time do Roma de
Apucarana/PR, porém, com a irregularidade o time do Limoeiro/CE buscou junto à
FCF os pontos perdidos em uma derrota para o Ceará, naquele campeonato.
Ainda em julho de 2002, após constatação na
irregularidade do visto de trabalho do jogador David Madrigal, seu contrato foi
suspenso pela FCF, impedido assim de disputar qualquer partida do campeonato
cearense de 2002.
O Fortaleza Esporte Clube também protocolizou, junto
à justiça desportiva do estado, para impugnar os jogos do Ceará, porém não
conseguiu êxito, tendo a referida ação desaparecido da sede do TJDF/CE.
Como consequência da inércia da ação, bem como o
esgotamento das instâncias na justiça desportiva, o FEC ajuizou uma ação na
justiça estadual/CE.
Depois de longos treze anos, e para surpresa de
todos, o caso voltou à tona agora, prestes das semifinais do campeonato
cearense e da copa do nordeste. Porém o desfecho foi rápido (estranhamente) e
uma decisão inverossímil, bizarra e esdrúxula condenou o FEC a exclusão
campeonato cearense de 2015, bem como o seu rebaixamento para série “B” de 2016
e multa de 50 mil reais.
A decisão do TJDF/CE foi inédita pela celeridade,
surpreendente pela forma como aconteceu e bizarra pela esquisitice.
Um exemplo de estranheza é o seguinte: no caso
Assisinho a publicação do Acórdão só ocorreu após três meses da decisão, e no
caso acima, foi publicado no mesmo dia.
Resta ao Tricolor de Aço do Pici recorrer ao Pleno
do Tribunal desportivo para reverter a decisão e continuar nas disputas no
cearense 2015.
Por fim, vai restar para o Tribunal de Justiça
Desportiva de Futebol do Ceará – TJDF/CE seu total descrédito e desmoralização,
perante a opinião pública e para a Federação Cearense de Futebol - FCF, fica
também um alerta para que se organize mais e deixe de tumultuar o campeonato ao
qual organiza e administra.

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