“A
negociação com os servidores é complexa por envolver diversas categorias e
existe uma demanda da sociedade brasileira para que a folha de pagamentos do
funcionalismo caia ao longo do tempo.”
A preciosa pérola acima
citada foi da lavra do Ministro do Planejamento Sr. Nelson Barbosa, em
entrevista após reunião com Servidores Públicos federais, no último dia 20 de
março.
A categoria dos
Servidores federais reivindica 27,3% de aumento, porém o Governo descartou o reajuste salarial para o funcionalismo federal
porque, segundo ele o Ministro do Planejamento, o índice representa mais de 1%
do Produto Interno Bruto (PIB).
“A proposta que eles
[servidores] fizeram dá acima de 1% do PIB. Não há espaço fiscal para atender à
proposta em 2016. Vamos trabalhar dentro do nosso espaço fiscal e na capacidade
de crescimento da economia, que diz quanto a sociedade brasileira tem de
recursos disponíveis para pagar a folha do funcionalismo federal”, explicou o
ministro Barbosa.
Pois bem, o que causa uma
certa indignação são os gastos com aumentos de subsídios para Ministros do
Supremo Tribunal Federal – STF, Deputados Federais, Senadores, Ministros etc.,
onerando sobremaneira os gastos com folha de pagamento.
Como um País à beira do
colapso financeiro concede a magistrados um auxílio-moradia no valor de R$
4.300,00, absurdo!
Outra questão importante e
que deve ser repensada por parte do Governo federal, é a quantidade de
ministérios (39), número absurdo e que tem somente uma finalidade: acalentar
partidos políticos e barganhar apoio no Congresso Nacional, principalmente do famigerado
PMDB. Isso sem falar nos mais de vinte mil cargos comissionados espalhados nos
mais variados níveis de Governo, ou seja, cabides de emprego para parentes e
aderentes de políticos, prática nefasta que ainda não foi extirpada da prática
política brasileira.
Falar em ajuste fiscal
sem o Governo Federal fazer o mínimo de esforço para conter os enormes gastos
públicos, é algo que foge a compreensão primária de qualquer cidadão, e o ônus
não pode cair exclusivamente mãos ou no bolso da classe trabalhadora.
Entra governo e sai
governo, o velho discurso de se colocar toda a responsabilidade da má gestão
pública, principalmente das finanças públicas, nas costas dos Servidores
Públicos, não sessa.
Sempre os Servidores
Públicos foram considerados os grandes predadores dos orçamentos estatais, da
previdência social e outras questões nominadas pelos entes da federação, ou
seja, verdadeiros “bodes expiatórios” das mazelas brasileiras.
Caro Ministro Nelson
Barbosa, a demanda da sociedade é por honestidade e mais ética na política
brasileira e na gestão da coisa pública.

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