Sempre me
causou certo espanto ao ver algumas pessoas postando textos e mais textos,
apoiando uma ou outra causa, com estatísticas, dados e números para fundamentar
seus argumentos. Talvez, na cabeça deles, o uso de dados, planilhas, números
etc., tragam algum amparo científico ou matemático que, prima facie, torne seus argumentos, em tese, irrefutáveis.
Vi alguns
comparando dados de aumento de riquezas individuais e crescimento de PIB’s,
colocando na mesma balança pessoas e países na mesma situação, sem pararem para
pensar na singularidade de cada um e sem parar para rever os números dentro de
uma perspectiva geopolítica e social econômica.
Outros,
tentando justificar a liberação do uso de arma de fogo no Brasil, usam de
argumentos fantasiosos trazendo a baila dados de países que por terem uma
política de arma não restritiva, tem números de homicídios reduzidos. Os países
mais citados na tentativa de fixar a tese do desarmamento são: Estados Unidos,
Israel, Suíça e Suécia.
A falácia é a seguinte: população armada inibe o malfeitor de intentar contra a vida ou patrimônio de outrem, ou seja, o direito a posse de arma reduz a criminalidade.
A verdade
é que o porte de armas tem sido visto cada vez mais como um dos fatores que
contribuem para a violência urbana no mundo todo.
Dentro
desse princípio do uso inadvertido ou inconsciente de estatísticas ou do uso de
dados fora de contextos ou somente com a tentativa de dar cientificidade a
falsos argumentos, vislumbrei a seguinte situação.
Vamos usar
a Suécia como exemplo.
Segundo o
site Wikipédia até
2012, em torno de 75% da população sueca é atéia ou agnóstica, apesar da
religião ser absolutamente livre e o ensino de religião nas escolas ser
obrigatório. Os católicos representam 1,9% e os pentecostais, cerca de 1%.
Outras religiões (islamismo, judaísmo, igreja ortodoxa e outras), somadas em
11%.
Partindo
dos dados do Wikipédia com relação a religiosidade da população com a
incidência de violência no Brasil e na Suécia, chegamos a seguinte “conclusão”:
No Brasil,
90% da população são cristãs; com mais de 56 mil homicídios por ano; presídios
lotados com rebeliões quase todos os dias. E mais, segundo a organização Anistia
Internacional, a polícia brasileira é a que mais mata no mundo.
Na Suécia,
75% da população se dizem atéia ou agnóstica tem baixos índices de violência,
uma ótima qualidade de vida para seus cidadãos e teve recentemente fechados
quatro presídios por falta de prisioneiros.
Conclusão.
Partido de
uma observação dos dados estatístico e diante dos números expostos,
conclui-se que existe algo errado com a moralidade cristã no Brasil, ou
seja, população eminentemente cristã com uma grave crise social e com altos
índices de violência urbana é um contrassenso.

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