As tensões
no Oriente Médio não são recentes. Os conflitos têm origem milenar, o povo
judeu esteve entre os primeiros a chegar à região. Depois vieram os cristãos, muçulmanos. O mais importante é perceber que, além das questões religiosas, a
região atraia olhares das grandes potências mundiais que têm intenção em
estabelecer na região influência econômica, política e militar.
Vale
salientar que a região é muita rica em jazidas de petróleo.
Os judeus
viveram no Oriente Médio, Norte da África e na região do Golfo Pérsico desde
2500 anos antes do nascimento dos modernos estados árabes.
No início
da era cristã, quando parte da região estava sob o domínio dos romanos, os
judeus foram expulsos da Palestina e se dispersaram por vários países
(Diáspora) atingindo a Europa. Após longa ocupação romana, no séc.VII a
Palestina foi ocupada por árabes, que ficaram conhecidos como Palestinos por
habitaram nesse território.
A partir
do século VII, após o surgimento do Islã e da conquista daquelas regiões pelos
muçulmanos, os judeus receberam o estatuto jurídico de "dhimmis", que
em árabe significa "aliança" ou "oblação". Este era um
velho conceito da lei islâmica (Sharia), segundo a qual membros de outras
religiões consideradas monoteístas, devem viver sob a "proteção" dos
sultões muçulmanos, com direitos e deveres "diferenciados".
Na
prática, os "dhimmis" eram cidadãos de segunda classe. Eram
dispensados do serviço militar e religioso e eram taxados com impostos
especiais. Em troca, os dominantes muçulmanos lhes garantiam o direito de
praticar sua fé (com limitações severas), além do direito de manterem seus
próprios juízes e tribunais em matérias civis, como casamento, divórcio,
herança etc.
No norte
da África, especialmente no Marrocos, Líbia e na Argélia, os judeus foram
forçados a viver em separados dos nativos mulçumanos. Na Idade Média foram
promulgados decretos em que eram ordenadas a destruição de sinagogas no Egito,
Síria, Iraque e Iêmen. Houve registros de casos de conversão forçada de judeus
ao Islã no Iêmen, Marrocos e Bagdá.
No século XX,
quando as aspirações dos sionistas em reconstruir a pátria judaica na Palestina
começaram a tomar corpo, a situação piorou, ficando insustentável. O aumento da
imigração judaica oriunda da Europa Oriental, o estabelecimento de cidades
inteiramente judaicas, como Tel Aviv e o crescimento dos kibutzim passou a
atrair a oposição de lideranças árabes. Não demoraria em surgirem os primeiros
atos de retaliação contra a comunidade judaica na região da Palestina.
As
hostilidades entre judeus e árabes começaram a repercutir nos países vizinhos,
o que gerou um primeiro fluxo voluntário de retirada judaica nos anos 1930.
O
surgimento do nazismo na Europa também significou uma deterioração na situação
dos judeus dos países árabes, posto que muitos líderes muçulmanos foram atraídos
pela ideologia antissemita nazifascista.
Com a
Segunda Guerra Mundial, houve uma maciça adesão dos árabes à causa alemã.
Com a
derrota dos nazifascista e consequentemente com o final da Segunda Guerra, a
situação dos judeus árabes iria se deteriorar em definitivo.
O
reconhecimento internacional do direito judaico ao estabelecimento de sua
pátria independente em parte da Palestina gerou revolta entre os árabes, que
declararam guerra no dia seguinte ao da independência de Israel.
Em pleno
século XXI ainda ouvimos e assistimos sobre ondas de violência no Oriente
Médio, principalmente na Palestina, entre Palestinos e Judeus e Árabes e
Judeus, com repercussão em várias partes do mundo, especialmente na Europa.
Como visto
acima, aparentemente a principal causa parece relacionada à disputa por
territórios. Também, é de se comentar que a questão religiosa tem sua
importância. A disputa pela cidade de Jerusalém, cidade sagrada para judeus, cristãos
e muçulmanos, é outro fator importante. Entretanto, com a crise do petróleo na
década de 70, os países ricos passaram a buscar um controle maior na região,
como dito, rica em petróleo.

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