Fortaleza,
17 de outubro de 2015, Arena Castelão, público de quase sessenta e quatro mil
pessoas, Fortaleza Esporte Clube enfrenta o Grêmio Esportivo Brasil, do estado
do Rei Grande do Sul. Fortaleza 0, Brasil 0. Fortaleza por mais um ano não
consegue ascender para a série B do campeonato brasileiro.
Após uma
primeira faze onde se manteve na primeira colocação do campeonato, na sua
chave, e com a melhor campanha da série C no ano de 2015, o time do Pici partiu
para Pelotas/RS confiante que, na pior das hipóteses, arrancaria um empate com
o Brasil e que tornaria a repetir o fiasco de 2014, quando empatou em 1 a 1 com o fraco time do
Macaé, entretanto, o time do Fortaleza amargou uma derrota por 1 a 0, obrigando o time
tricolor a uma vitória com pelo menos dois gols de vantagem, no jogo de volta.
Na partida
de sábado, o Leão do Pici, mais uma vez demonstrou um total fiasco em campo. Com um futebol
burocrático, lento, chato e previsível não saiu de um zero a zero com o
limitado time gaúcho.
Os mesmo
erros da partida de 2014, contra o Macaé, se repetiram. Excessos de toques
laterais, muita bola recuada para os zagueiros tentarem sair jogando, o volante
Correa concentrando demais as jogas, batendo tudo que era falta e escanteio. Os
laterais Tinga e Talisson não conseguiam concretizar jogas pelos flancos.
Maranhão, Everton e Daniel Sobralense não sabiam bem o que fazer em campo, pois
lhes faltavam velocidade e uma aproximação com o centroavante Lúcio Maranhão.
Mais uma
vez os erros de Marcelo Chamusca se repetiram. O Fortaleza teve um fraco
desempenho em pelotas e não soube ultrapassar o previsível sistema de retranca
do Brasil de Pelotas na capital cearense.
Faltou a
Chamusca tomar o time mais rápido no momento da transição da defesa para o
ataque. Faltou ainda um time que pegasse o Brasil no seu campo de defesa de
faltou também, que o ataque do time do Pici jogasse em velocidade e explorando
o miolo da zaga do Brasil, bem como os flancos da defesa, sempre em velocidade.
A comissão
técnica do Fortaleza teve todo o tempo do mundo para estudar e praticar, em
treinos, jogadas que eventualmente pudessem furar o precário bloqueio do time
de Pelotas.
Pois bem, a
frustração mais uma vez foi enorme, pois o time cearense, apesar do bom
plantel, não conseguiu ultrapassar um time que teoricamente era bem inferior.
Os mesmos
erros em campo de 2014 foram repetidos em 2015. Fica a lição que um bom plantel
e uma proposta alternativa, ou seja, um plano B, para se aplicar em campo foi
um importante fator na derrota para o time do Rio Grande do Sul e a permanência
do Fortaleza pelo sétimo ano consecutivo na série C, do campeonato brasileiro.

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