sexta-feira, 1 de maio de 2015

Alguns hábitos que devem ser evitados no estudo


Antonio Carlos Alves Lobo [1]


Sempre buscamos fórmulas, métodos ou alguma mágica para nos ajudar a estudar melhor com alto rendimento, melhorar o aprendizado e termos ótimo aproveitamento em provas e concursos. Desejamos tudo isso com um mínimo de esforço e um ótimo rendimento.

Compramos livros sobre o assunto, assistimos palestras e buscamos freneticamente, na internet, um método que se adapte à nossa realidade, tanto pessoal como profissional.

Pois bem. Não poderia deixar de dizer ao leitor, que eu também faço parte desse grupo que busca essa fórmula mágica, como os alquimistas buscavam a fonte da juventude ou alguma solução que transformasse pedras em ouro.

Entretanto, as vezes, isso parece impossível, pois tem método que não tem eficácia, que consome muito tempo e que, quase sempre são falácias ou alguma forma de vender algum produto relacionado ao tema. O que se sabe é que não existe mágica, fórmulas ou algo sobrenatural para um alto rendimento nos estudos. Aliás, conheço somente uma fórmula: perspicácia + vontade + foco + interesse + disciplina = sucesso.

Nessa busca, encontrei no site www.infoescola.com.br um ótimo texto (link: http://www.infoescola.com/educacao/piores-habitos-de-estudo/) que vem no sentido contrário a esse pensamento corriqueiro. O texto é intitulado “Piores hábitos de estudo.” O interessante é que o texto mostra sete pontos que todo estudante deve evitar para melhorar a eficácia nos estudos.

Em forma de resumo vou repassar o que considerei importante, lembrando que todos os créditos sobre o assunto, deve-se exclusivamente a autora do texto: Gabriella Porto.

Os sete hábitos, como foi dito, são estes:


1Sublinhar/destacar tudo

O estudante somente deve sublinhar, destacar ou marcar somente aquilo que for estritamente necessário, ou seja, destacar a ideia central do texto ou, se for o caso, do parágrafo estudado. Quando o estudante sublinha, destacar ou marca em excesso, ele não consegue focar o ponto mais importante da matéria estudada.

A solução é marcar tão somente aquilo que mais interessa, aquilo de mais importante no texto. Sublinha, destacar ou marca expressões importantes, frases que resumem o assunto e dados indispensáveis.



2. Copiar do quadro

Esse ponto serve para aqueles que ainda estão em sala de aula, presos a esquemas e sobre a pressão de tirar boas notas.

Procure prestar bastante atenção a explicação do professor, lembre-se o professor tem toda uma vasta experiência no assunto ao qual ele ministra suas aulas, tem vocação e tem formação cientifica/intelectual para estar em sala de aula, por isso concentre-se em suas palavras.

Converse com o professor sobre o assunto da aula, pergunte, questione e estude por livros antes e depois das aulas.

O que realmente vale a pena é filtrar o que o professor escreve no quadro ou fala e anotar apenas as partes mais importante em tópicos.

3. Copiar livro, escrever anotações

O problema de escrever é que uma hora o foco é perdido. Escrever repetidas veze o mesmo assunto faz com que o cérebro desligue a memória recente e, desta forma, as informações não são absorvidas.

A sugestão é que em vez de copiar tudo na íntegra, o melhor é ler o assunto e escrever em resumo, sem consultar a fonte primária de estudo.

4. Reler o mesmo assunto diversas vezes

Da mesma maneira que escrevendo a mesma coisa muitas vezes o cérebro “desliga”, quando se lê repetidamente o mesmo texto, ele também passa a ignorar a informação e não a absorve. O ideal é ler textos diferentes sobre o mesmo assunto, pesquisar, se for o caso ver imagens, pois mantém o cérebro sempre ativo e a memória ligada.

5. Perder noites de sono para estudar
O sono é responsável pela fixação das informações em nossa memória. O cérebro cansado não tem capacidade de reter novos dados.

6 Estudar por muito tempo

A concentração humana tem um limite de tempo. Após trinta minutos de estudo, o cérebro se desconcentra.

O importante é que o tempo de estudo seja planejado, e que conte com pausas previstas. O melhor é evitar perder a concentração.


7. Não testar o próprio conhecimento

Não adianta somente ler. Fundamental é resolver problemas, questões, exercitar, ou seja, praticar ou por em prática aquilo que estudou. Quanto as ciências humanas, é importante responder questionários, pensar sobre o assunto (filosofar), principalmente expor com bons argumentos e uma boa retórica tudo aquilo estudado, pois estimula o cérebro. Para as exatas o que realmente vale a pena é a prática, através de exercícios e a resolução de problemas.

Para concluir o assunto, esclareço que não existe mágica e/ou fórmulas prontas, todo método de estudo deve se adaptar a cada pessoa, lembre-se cada um deve buscar seus métodos de estudo.

Sempre tive a seguinte ideia a respeito do assunto: existem dois extremos na inteligência humana, uns têm uma enorme capacidade de memorização, uma enorme inteligência, ou também, uma grande capacidade de retenção e abstração daquilo que foi estudado (são os gênios), outros com muito esforço e dedicação conseguem sucesso no estudo aprendizagem (a maioria, ou seja, as pessoas comuns). Outros, por outro lado, por fatores biológicos, mental, social ficam de fora do maravilhoso mundo do conhecimento, por não terem um intelecto dentro das condições normais (o que a sociedade impõe).



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[1] Licenciado em Ciências pela Universidade Estadual do Ceará - UECE, Bacharel em Direito pela Universidade de Fortaleza - UNIFOR, Especialista em Processo Civil, pela Faculdade Integrada do Ceará - FIC, MBA em Gestão Pública e Gerência de Cidades, pela UNINTER/PR.

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